O Gângster – American Gangster, EUA, 2007

Me disseram que meu post anterior está muito “emo“… Então vou aproveitar para falar um pouco de outro filme que vi um dia desses. Se trata de O Gângster, o último filme de Denzel Washington.

Confesso que me lembrou um pouco Tropa de Elite, pois ele mostra perfeitamente que a corrupção não é um “privilégio” do Brasil. Em O Gângster, Frank Lucas (Denzel Washington) começa a sua carreira no submundo como motorista do grande chefão do tráfico em Nova Iorque, “Bumpy” (Clarence Williams III). Segundo Frank, este seu chefe era, na verdade, o segundo nome, pois tinha um “branco” que era dono dele. Quando Bumpy morre, toda organização e segurança que ele proporcionava à sua área, desaba, voltando a ocorrer assaltos por todos os lados, saques, assassinatos.

Um outro capanga de Bumpy tenta assumir a área, forçando Frank a pagar a ele o “dízimo” que estes criminosos cobram, para garantir a segurança. A grande reviravolta em sua vida se dá quando ele está em um dos distribuidores da droga, e percebe que, de tão adulterada, os viciados têm de ingerir uma quantidade muito maior para conseguir o “barato”.

Só para deixar claro, meu interesse não é fazer apologia ao uso de qualquer tipo de droga, mas deste ponto em diante, Frank Lucas dá uma fantástica lição de empreendedorismo e administração.

Ao perceber isso, Frank decide que vai vender o melhor produto, pelo menor preço que conseguir. Descobre quem são os melhores produtores, negocia direto na fonte, consegue um custo baixo de frete, com a maior segurança possível. Monta uma linha de produção quase a prova de falhas, só não melhor que o seu sistema de distribuição. Em pouco tempo, todos conhecem a Magic Blue.

Parando por aqui, para não estragar o final, outros pontos fortes do filme é a semelhança com a Máfia italiana, e o forte preconceito que todos têm com os negros. Até a polícia não acredita que um negro possa fazer o que ele faz.

Outra boa pedida! Espero que com esse não me chamem de Emo, rsrs… ou mto menos que eu seja preso por elogiar os métodos de um gângster!! rss

O som do coração – August Rush, EUA, 2007

O som do coração - August Rush, EUA, 2007Se a primeira blogada demorou tantos anos, a segunda por pouco não nasce a fórceps!

Esta semana fui assistir um filme muito bom, que realmente me mostrou que homem também chora! Apesar de ficar firme durante todo o filme, no final não resisti e acabaram rolando umas lágrimas, que corri para disfarçar! Sim, quem vos fala é um homem, de quase 1,80m, com barba na cara.

Além da excepcional trilha-sonora, que já era esperada em um filme com a música como tema principal, o que mais me atraiu, foi a questão de como a fé do garoto, e o seu amor pela música, o mantiveram sempre firme em seu propósito, localizar seus pais. É emocionante a forma como ele reaje quando começa a ouvir os primeiros sons, produzidos por ele em um violão, sem nunca ter aprendido a tocar.

O filme conta a história deste garoto, filho do vocalista de uma banda de rock com uma violoncelista, que se encontraram por apenas uma noite, sendo separados pelo destino logo após. Claro que o ambicioso e egoísta pai da garota teve uma grande participação nesta separação.

Ao longo do filme você se apaixona pela história, e começa a torcer para que se encontrem logo, mas como nada é tão simples, alguém aparece para ajudar (ou não!). Mr. Wizard (Robin Williams) aparece no caminho do garoto para lhe ensinar algumas coisas, e, claro, tentar lucrar com isso, afastando o menino de seus pais, e aproximando-o de seu bolso!

Essa indicação eu faço de olhos fechados!! Ou melhor, molhados! Pois realmente a história é emocionante, apaixonante e perfeitamente verdadeira. Não deixe de conferir!

Trailer: http://www.apple.com/trailers/wb/augustrush/trailer1
Site: http://www.osomdocoracao.com.br

Introspecto

Este é o meu primeiro post, do meu primeiro blog! O motivo desta estréia tão tardia, nem eu sei, mas o fato é que agora estou realmente motivado! Gosto de escrever. Não que o faça bem, mas gosto. Gosto de saber o que as pessoas pensam sobre o que eu penso. Gosto de ouvir o que as pessoas pensam, e de pensar a respeito.

Adoro a forma como os jornalistas, poetas, escritores, redatores, brincam com as palavras. A forma como os escritores românticos precisam de 3 páginas para descrever uma momento de milésimos de segundos, em toda a sua plenitude. Parece que por sua descrição, você entra na cena, está inteiramente envolvido.

“As paredes eram cobertas de ladrilhos e estuque com intrincados desenhos geométricos dos mouros. Colunas pretas de mármore com capitéis dourados margeavam o ambiente, que era atravessado por seus arcos em forma de ferradura. Olhei para o alto, admirado com a cúpula que brilhava como o céu repleto de estrelas.”* Fantástico!

Os filmes são excelentes. Amo cinema! Mas vendo esta cena em um filme, eu nunca saberia dos ladrilhos, dos desenhos geométricos dos mouros, ou que as colunas pretas eram de mármore… E é por isso que eu gosto dos livros. Gosto de saber de tudo: datas, cores, cheiros, sabores.

Minha intenção, ao iniciar este blog, não é imitar ou, muito menos, chegar próximo destes autores. Muito pelo contrário. É apenas dar vida à vontade de deixar o meu mundo se tornar conhecido. Pelas minhas palavras.

Prometo tentar fazer estas palavras serem interessantes, mas senão o forem, provavelmente é um indício de que a minha vida também não está sendo… ou que eu preciso aprender a escrever melhor!

Me deixe saber o que você pensa…

*Douglas Carlton Abrams em O diário perdido de Don Juan