Porque quando estamos juntos nada tem limite. Não é apenas tesão, mas é tesão. Nem apenas amizade, mas é amizade. Não é só admiração, mas é admiração. Não é apenas carinho. Mas muito carinho. Quando estamos juntos, as coisas são atemporais. Não existem coisas de crianças ou adultos, são nossas coisas. Nossos jeitos, nossas brincadeiras, nossos carinhos e nossos beijos. Ah, os beijos. Únicos. É inacreditável a metamorfose de menina para mulher, quando ela começa a me beijar. Seus lábios sempre macios escondem um sorriso ora inocente, ora intrigante, mas sempre lindo.

É diferente, porque é diferente. Ponto. Por que tudo tem que ter uma explicação? E por que é que eu mesmo fico o tempo todo me perguntando isso. Por que é que nem eu consigo me convencer que outra pessoa pode ocupar o seu lugar? E por que é que este lugar que antes estava vazio, assim não pode tornar a ficar? Muitas perguntas, poucas e inúteis respostas.

Os lugares que frequentávamos, ou que passamos uma única vez. Cada curva que fazíamos em nossas motos. Estes lugares guardam uma aura que não desaparece. Por mais que eu esteja distraído, ao passar por um desses lugares, me toma uma sensação de mal-estar, de saudade, de dúvida, de orgulho, tudo junto apertando minhas angústias e emoções, me mostrando que os esforços de me controlar, mostrar quem é que manda, são inúteis. Eu não controlo porra nenhuma.