Me disseram que meu post anterior está muito “emo“… Então vou aproveitar para falar um pouco de outro filme que vi um dia desses. Se trata de O Gângster, o último filme de Denzel Washington.
Confesso que me lembrou um pouco Tropa de Elite, pois ele mostra perfeitamente que a corrupção não é um “privilégio” do Brasil. Em O Gângster, Frank Lucas (Denzel Washington) começa a sua carreira no submundo como motorista do grande chefão do tráfico em Nova Iorque, “Bumpy” (Clarence Williams III). Segundo Frank, este seu chefe era, na verdade, o segundo nome, pois tinha um “branco” que era dono dele. Quando Bumpy morre, toda organização e segurança que ele proporcionava à sua área, desaba, voltando a ocorrer assaltos por todos os lados, saques, assassinatos.
Um outro capanga de Bumpy tenta assumir a área, forçando Frank a pagar a ele o “dízimo” que estes criminosos cobram, para garantir a segurança. A grande reviravolta em sua vida se dá quando ele está em um dos distribuidores da droga, e percebe que, de tão adulterada, os viciados têm de ingerir uma quantidade muito maior para conseguir o “barato”.
Só para deixar claro, meu interesse não é fazer apologia ao uso de qualquer tipo de droga, mas deste ponto em diante, Frank Lucas dá uma fantástica lição de empreendedorismo e administração.
Ao perceber isso, Frank decide que vai vender o melhor produto, pelo menor preço que conseguir. Descobre quem são os melhores produtores, negocia direto na fonte, consegue um custo baixo de frete, com a maior segurança possível. Monta uma linha de produção quase a prova de falhas, só não melhor que o seu sistema de distribuição. Em pouco tempo, todos conhecem a Magic Blue.
Parando por aqui, para não estragar o final, outros pontos fortes do filme é a semelhança com a Máfia italiana, e o forte preconceito que todos têm com os negros. Até a polícia não acredita que um negro possa fazer o que ele faz.
Outra boa pedida! Espero que com esse não me chamem de Emo, rsrs… ou mto menos que eu seja preso por elogiar os métodos de um gângster!! rss