“Que a música que ouço ao longe, seja linda ainda que triste. Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada. Mesmo que distante. Porque metade de mim é partida, mas a outra metade é saudade.” Oswaldo Montenegro
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“Ah, se todas as mulheres tivessem covinhas, o mundo seria bem melhor. Porque meninas com covinhas são as coisas mais belas. É que as covinhas dão um ar a mais nas mulheres. Aquele sorriso, quando formadas as covinhas nas bochechas, torna-se único. Além disso, dá um ar de sapeca. E quem não gosta de sapecas? As sapecas são, também, as melhores. Te deixam louco com (quase) tudo o que fazem. Ao unir a “sapequice” e as covinhas, pronto, temos aí uma mulher fatal – daquelas que acompanham teus pensamentos no ônibus, na aula, no banho e na hora do sono.” Texto extraído do blog http://www.etceteraetal.com/?p=142
Concordo com o autor: as covinhas são sim tão especiais! Mas ele já disse tudo sobre as covinhas. Vou falar da dona das covinhas que me fez encontrar o seu texto.
Conheci através de uma amiga em comum. Pedi para ser apresentado.
E fui.
…
Pronto! Começou o que seria a tortura mais prazerosa que eu até então já tinha recebido. Esta pessoa, a dona das covinhas. Passei horas admirando cada uma das suas 173 fotos. Aquela mulher, aquela menina, de apenas 20 anos de idade parecia conter em si a beleza de todas as mulheres. Sim, tudo que eu sabia dela se resumia às lindas fotos e a uma leitura rápida em seu perfil.
Isso bastou prá que eu determinasse que a conheceria.
E não queria apenas conhecer, saber o nome, a profissão e se ela prefere coca-cola ou guaraná. Queria conhecer de verdade. Saber de suas aspirações, seus desejos, seus medos e manias, forças e fraquezas.
Queria conhecer o toque de suas mãos e fitar de muito perto aquele olhar instigante e o belo sorriso, adornado pelas covinhas evidenciadas. Queria conhecer, de verdade, o calor do seu abraço e a paixão do seu beijo. Conhecer a sensação do toque suave de suas mãos no meu peito, aberto, completamente aberto para que ela alí entrasse e de lá não mais saísse.
A dona das covinhas, me encantou. E me encanta dia-a-dia, com sua dança de ir e vir que nada faz senão me mostrar que eu não sou nada, além de um mero expectador nesta conquista. Como diz a legenda de uma de suas fotos, “Ninguém disse que seria fácil… só que valeria a pena!”.
Querida Jordan, esta é a história da primeira e última vez que me apaixonei. Ela é linda, complicada e fascinante, a mulher que habita minha alma. Eu tenho certeza de que você vai me deixar amanhã, então eu vou dizer isso enquanto ainda dá tempo.
Se a gente estiver junto ou não você sempre vai ser a mulher da minha vida. O único homem que eu vou sempre invejar, vai ser aquele que tiver o seu coração, pq eu sempre acreditarei que é meu destino ser este homem.
Se nós não nos virmos novamente, e vc estiver por aí andando e sentir uma certa presença ao seu lado, serei eu. Te amando, aonde quer que esteja. Quando o destino quer mesmo cumprir alguma coisa, ele não pode fazer isso sozinho. Vc tem que cumprir a sua parte! Vc tem que construir a ponte até aquela pessoa que vc ama.
(escrito no início do Século XIX)
“Uma mulher de trinta anos tem atrativos irresistíveis para um rapaz… Com efeito, uma jovem tem ilusões, muita inexperiência, e o sexo é bastante cúmplice do amor… ao passo que uma mulher conhece toda a extensão dos sacrifícios que tem a fazer. Lá onde uma é arrastada pela curiosidade, por seduções estranhas à do amor, a outra obedece a um sentimento consciente. Uma cede, a outra escolhe… dando-se, a mulher experiente parece dar mais do que ela mesma, ao passo que a jovem, ignorante e crédula, nada sabendo, nada pode compara nem apreciar… Uma nos instrui, nos aconselha… a outra quer tudo aprender… Para uma jovem seja amante, precisa ser muito corrompida, e então é abandonada com horror, enquanto uma mulher possui mil modos de conservar a um tempo seu poder e sua dignidade… A jovem… acredita Ter dito tudo despindo o vestido; mas uma mulher… se esconde sob mil véus… afaga todas as vaidades… Chegando a essa idade, a mulher sabe consolar em mil ocasiões em que a jovem só sabe gemer. Enfim, além de todas as vantagens de sua posição, a mulher de trinta anos pode se fazer jovem, desempenhar todos os papéis, ser púdica e até embelezar-se com a desgraça”.
Porque quando estamos juntos nada tem limite. Não é apenas tesão, mas é tesão. Nem apenas amizade, mas é amizade. Não é só admiração, mas é admiração. Não é apenas carinho. Mas muito carinho. Quando estamos juntos, as coisas são atemporais. Não existem coisas de crianças ou adultos, são nossas coisas. Nossos jeitos, nossas brincadeiras, nossos carinhos e nossos beijos. Ah, os beijos. Únicos. É inacreditável a metamorfose de menina para mulher, quando ela começa a me beijar. Seus lábios sempre macios escondem um sorriso ora inocente, ora intrigante, mas sempre lindo.
É diferente, porque é diferente. Ponto. Por que tudo tem que ter uma explicação? E por que é que eu mesmo fico o tempo todo me perguntando isso. Por que é que nem eu consigo me convencer que outra pessoa pode ocupar o seu lugar? E por que é que este lugar que antes estava vazio, assim não pode tornar a ficar? Muitas perguntas, poucas e inúteis respostas.
Os lugares que frequentávamos, ou que passamos uma única vez. Cada curva que fazíamos em nossas motos. Estes lugares guardam uma aura que não desaparece. Por mais que eu esteja distraído, ao passar por um desses lugares, me toma uma sensação de mal-estar, de saudade, de dúvida, de orgulho, tudo junto apertando minhas angústias e emoções, me mostrando que os esforços de me controlar, mostrar quem é que manda, são inúteis. Eu não controlo porra nenhuma.
Seu apartamento nunca fora grande. Sempre achou que tinha um tamanho bom. Suficiente para ele. Estranhamente, hoje lhe parecia imensamente grande. E vazio.
A súbita percepção de que ela tinha realmente ido embora, lhe pareceu muito maior agora do que no instante em que a vira desaparecer no salão de embarque. Entrar em casa, sozinho, sem sua voz nasalada e às vezes irritante, lhe pareceu especialmente triste. Fizera isto por meses antes, sem nunca sentir nada de especial. Mas não hoje. Não agora.
A última semana havia sido especialmente lenta. Os preparativos para a viagem, a incerteza da aprovação das passagens, o trabalho que teimava em ocupar todo o seu tempo. Tudo aquilo parecia um desafio mais duro do que desejava que fosse. A cada dia, sua ansiedade aumentava.
Para ele, não era apenas um fim de semana com uma amiga. Algo muito maior estava acontecendo. Havia encontrado uma pessoa com quem quisera estar por muito tempo! Mas a idéia de levar algo adiante com outra pessoa, por mais desejado que isso houvesse sido, parecia algo insanamente errado, antes de tentar mais uma vez entender o que havia de tão encantador naquela mulher.
Precisava tentar.
Mtas vezes nos esquecemos de que a vida é isso. Um conjunto de dias que vão se acabando. Temos um número limitado que pode parecer muito. Ou não… E isso não depende nem um pouco da proximidade do fim destes dias. Eu acho que depende muito mais do tamanho do sorriso que estampamos no rosto. Ou na alma…
Nossa vida sem desafios, ou problemas, soluções, idéias, planos ou sonhos, não tem a menor graça e às vezes nos faz querer que o contador dos dias acelere.
Um pôr-do-sol num tom rosado, em uma tarde fria, aquecida por uma lareira e um abraço confortável, contudo, nos faz implorar para que o relógio interrompa o seu andar.
A grande pendência da vida, que nos é destinada a resolver, não é balancear os momentos em que queremos que ele acelere ou reduza. Acredito que o segredo está em entender que essa velocidade não é a nossa, e sim a do universo, e ele é quem coloca as pedras, quem a remove, quem nos ajuda a saltá-las e ainda, quem nos mostra que, tropeçando, ou não, estas pedras sempre estarão lá, e que, depois que as ultrapassamos, elas parecem muito menores…
I don’t know, but there is a kind of people that seems that just born to make myself crazy. Sometimes I wanna them far. Sometimes I wanna them close. Sometimes I want to forget. And others, I forget it. Maybe ’cause this people isn’t the right person. Maybe don’t.
There is a kind of person that don’t know his importance in the other people’s life. You arrival in my life was a surprise. But it doesn’t give you the right to get out and get in whenever you want.
My english teacher always ask me why I don’t try to write in english. My excuses are always the same… I’m preety shy to do it. I can’t express my feelings in english. I guess… but, she said that believe that I’m able to. so, let’s try it… Dear teacher, sorry if after it you stop saying that I’m your student…
“(…) Ao chegar na rodoviária, seu ônibus já o aguardava na plataforma. A idéia de que realmente se distanciariam gelou o estômago dos dois. Antes de mais nada, ele correu para guardar suas malas para desfrutar os últimos minutos juntos. Depois disso, se abraçaram longamente, como se fosse uma despedida eterna, um adeus para nunca mais se reencontrarem.
Foi difícil para ele segurar as lágrimas que lutavam bravamente para escapar, mas sabia que isso só pioraria aquele momento. Por mais que se esforçasse, não conseguia lembrar um momento em que tenha tido tanta dificuldade para deixar alguém.
Após o longo abraço, olharam-se… Seus olhos marejados pareciam enxergar além da retina do outro, vendo em seus corações que aquele fim de semana tinha sido muito mais do que dois dias. Aquelas menos de 30 horas desde que trocaram o primeiro olhar, ao se encontrarem no hotel, pareciam muito mais de 30 anos, pois a dor que sentiam em ter que se deixar, era inexplicável.
Ele caminhou para o ônibus lentamente, e ela, para longe dele. Ao chegar em sua poltrona, ela havia desaparecido. Uma lágrima solitária escorreu pelo seu rosto, que agora já não tinha tanta força ou razão para escondê-las. Mais impossível ainda foi conter o riso sincero que surgiu depois, quando ela re-apareceu próximo às escadas que levavam ao andar superior. Recostada em uma das colunas, sua face demonstrava a mesma tristeza que a dele, mas sabiam que aquilo que tinham vivido naqueles dias, naquelas não mais de 30 horas que passaram juntos, havia valido cada segundo. As risadas sinceras, os abraços carinhosos e os beijos apaixonados. As palavras de afeto, os olhares verdadeiros, tudo aquilo, que era da mais terna natureza estava agora cravado em seus corações. (…)”

