Ok! É diferente. Mas por quê?

Porque quando estamos juntos nada tem limite. Não é apenas tesão, mas é tesão. Nem apenas amizade, mas é amizade. Não é só admiração, mas é admiração. Não é apenas carinho. Mas muito carinho. Quando estamos juntos, as coisas são atemporais. Não existem coisas de crianças ou adultos, são nossas coisas. Nossos jeitos, nossas brincadeiras, nossos carinhos e nossos beijos. Ah, os beijos. Únicos. É inacreditável a metamorfose de menina para mulher, quando ela começa a me beijar. Seus lábios sempre macios escondem um sorriso ora inocente, ora intrigante, mas sempre lindo.

É diferente, porque é diferente. Ponto. Por que tudo tem que ter uma explicação? E por que é que eu mesmo fico o tempo todo me perguntando isso. Por que é que nem eu consigo me convencer que outra pessoa pode ocupar o seu lugar? E por que é que este lugar que antes estava vazio, assim não pode tornar a ficar? Muitas perguntas, poucas e inúteis respostas.

Os lugares que frequentávamos, ou que passamos uma única vez. Cada curva que fazíamos em nossas motos. Estes lugares guardam uma aura que não desaparece. Por mais que eu esteja distraído, ao passar por um desses lugares, me toma uma sensação de mal-estar, de saudade, de dúvida, de orgulho, tudo junto apertando minhas angústias e emoções, me mostrando que os esforços de me controlar, mostrar quem é que manda, são inúteis. Eu não controlo porra nenhuma.

Capítulo 1

Seu apartamento nunca fora grande. Sempre achou que tinha um tamanho bom. Suficiente para ele. Estranhamente, hoje lhe parecia imensamente grande. E vazio.

A súbita percepção de que ela tinha realmente ido embora, lhe pareceu muito maior agora do que no instante em que a vira desaparecer no salão de embarque. Entrar em casa, sozinho, sem sua voz nasalada e às vezes irritante, lhe pareceu especialmente triste. Fizera isto por meses antes, sem nunca sentir nada de especial. Mas não hoje. Não agora.

A última semana havia sido especialmente lenta. Os preparativos para a viagem, a incerteza da aprovação das passagens, o trabalho que teimava em ocupar todo o seu tempo. Tudo aquilo parecia um desafio mais duro do que desejava que fosse. A cada dia, sua ansiedade aumentava.

Para ele, não era apenas um fim de semana com uma amiga. Algo muito maior estava acontecendo. Havia encontrado uma pessoa com quem quisera estar por muito tempo! Mas a idéia de levar algo adiante com outra pessoa, por mais desejado que isso houvesse sido, parecia algo insanamente errado, antes de tentar mais uma vez entender o que havia de tão encantador naquela mulher.

Precisava tentar.

A velocidade da vida

Mtas vezes nos esquecemos de que a vida é isso. Um conjunto de dias que vão se acabando. Temos um número limitado que pode parecer muito. Ou não… E isso não depende nem um pouco da proximidade do fim destes dias. Eu acho que depende muito mais do tamanho do sorriso que estampamos no rosto. Ou na alma…

Nossa vida sem desafios, ou problemas, soluções, idéias, planos ou sonhos, não tem a menor graça e às vezes nos faz querer que o contador dos dias acelere.

Um pôr-do-sol num tom rosado, em uma tarde fria, aquecida por uma lareira e um abraço confortável, contudo, nos faz implorar para que o relógio interrompa o seu andar.

A grande pendência da vida, que nos é destinada a resolver, não é balancear os momentos em que queremos que ele acelere ou reduza. Acredito que o segredo está em entender que essa velocidade não é a nossa, e sim a do universo, e ele é quem coloca as pedras, quem a remove, quem nos ajuda a saltá-las e ainda, quem nos mostra que, tropeçando, ou não, estas pedras sempre estarão lá, e que, depois que as ultrapassamos, elas parecem muito menores…

Untitled Introspection

I don’t know, but there is a kind of people that seems that just born to make myself crazy. Sometimes I wanna them far. Sometimes I wanna them close. Sometimes I want to forget. And others, I forget it. Maybe ’cause this people isn’t the right person. Maybe don’t.

There is a kind of person that don’t know his importance in the other people’s life. You arrival in my life was a surprise. But it doesn’t give you the right to get out and get in whenever you want.

Cumprindo uma promessa

My english teacher always ask me why I don’t try to write in english. My excuses are always the same… I’m preety shy to do it. I can’t express my feelings in english. I guess… but, she said that believe that I’m able to. so, let’s try it… Dear teacher, sorry if after it you stop saying that I’m your student… :-)

Histórias especiais…

“(…) Ao chegar na rodoviária, seu ônibus já o aguardava na plataforma. A idéia de que realmente se distanciariam gelou o estômago dos dois. Antes de mais nada, ele correu para guardar suas malas para desfrutar os últimos minutos juntos. Depois disso, se abraçaram longamente, como se fosse uma despedida eterna, um adeus para nunca mais se reencontrarem.

Foi difícil para ele segurar as lágrimas que lutavam bravamente para escapar, mas sabia que isso só pioraria aquele momento. Por mais que se esforçasse, não conseguia lembrar um momento em que tenha tido tanta dificuldade para deixar alguém.

Após o longo abraço, olharam-se… Seus olhos marejados pareciam enxergar além da retina do outro, vendo em seus corações que aquele fim de semana tinha sido muito mais do que dois dias. Aquelas menos de 30 horas desde que trocaram o primeiro olhar, ao se encontrarem no hotel, pareciam muito mais de 30 anos, pois a dor que sentiam em ter que se deixar, era inexplicável.

Ele caminhou para o ônibus lentamente, e ela, para longe dele. Ao chegar em sua poltrona, ela havia desaparecido. Uma lágrima solitária escorreu pelo seu rosto, que agora já não tinha tanta força ou razão para escondê-las. Mais impossível ainda foi conter o riso sincero que surgiu depois, quando ela re-apareceu próximo às escadas que levavam ao andar superior. Recostada em uma das colunas, sua face demonstrava a mesma tristeza que a dele, mas sabiam que aquilo que tinham vivido naqueles dias, naquelas não mais de 30 horas que passaram juntos, havia valido cada segundo. As risadas sinceras, os abraços carinhosos e os beijos apaixonados. As palavras de afeto, os olhares verdadeiros, tudo aquilo, que era da mais terna natureza estava agora cravado em seus corações. (…)”

Ficção ou realidade?

De um livro que gosto muito:

“Duas semanas se passaram e eu tentei bravamente esquecer Doña Ana (…) entretanto, não encontrei nenhum alívio. O desejo é um impulso que tremula como uma vela e se apaga, mas a luz e o calor que ele emite enquanto queima, têm sido tudo. Preocupar-se com a escuridão por vir é tão inútil quanto ficar ruminando a respeito da própria morte. É apenas a reverente fantasia do amor, com suas crias, o arrepedimento e esperança, que leva os tendões de uma alma a serem esticados como numa sessão de tortura entre passado e futuro.

O é desejo mais velho que a humanidade e tem um poder que é maior do que a nossa habilidade de controlá-lo. (…) As mulheres, assim como os homens, anseiam por seu abraço e precisam do fogo da luxúria, que roubaram dos deuses para sobreviver no frio amargo da vida.

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“Ela surgiu em sua vida com a chegada da primavera. Lentamente as plantas castigadas pelas dias frios de inverno recuperavam a sua cor, com novas flores que nasciam de forma terna e vagarosa, preparando a chegada dos frutos. Desta forma ela também chegou. No início, apesar de ter não ter passado despercebida, ele não dispensou nenhuma atenção especial, pois o desejo despertado, apesar de intenso, não poderia ser saciado naquele momento.

Aos poucos, como se despertasse de uma longa e tenebrosa noite, abriu os olhos e viu que tudo tinha mais cor do que de costume. Percebia isso, principalmente, quando ela estava por perto. Sua presença, seu lindo sorriso e sua risada cativante, pareciam ter ativado todos os seus sentidos antes adormecidos. As cores tinham mais vida. Os sons, estavam mais nítidos. Seu toque, era de uma maciez desconhecida! Seu cheiro, algo nunca antes sonhado, nem mesmo pelos mais grandiosos boticários.

Sim, ele que acreditava que seu coração era uma câmara selada e oculta, havia sido invadido por um desejo que nem mesmo ele sabia o que era. Este desejo era diferente do que ele havia conhecido. Cada uma de suas aventuras, havia sido especial. Cada mulher com quem se deitara, teve dele a honestidade de sentimentos. No entanto, estes sentimentos e este desejo, desapareciam assim que ele cruzava a porta de entrada, ou a esquina de suas casas.

O que fazia com que esta mulher, que ele nem mesmo havia beijado, exercesse sobre ele tamanha influência? Seria ele capaz de abandonar uma vida de liberdade, com muito desejo e paixão, por uma única mulher? Ele estava disposto a tentar. Ou melhor: ele estava disposto a conseguir.

Conseguir, significava fazê-la abandonar um caso que estava tendo e se apaixonar por ele. A dificuldade desta conquista o excitava ainda mais fortemente, mas não era o jogo da paixão que o movia, não desta vez. Para ele não bastava vê-la aos seus pés. Na verdade, desta vez, nem mesmo era isto que ele queria. Tudo que intencionava era tê-la ao seu lado, pelo resto de seus dias.

Pelo resto de seus dias?! Ele mesmo se assustou ao pensar nisso! Nunca planejara passar tanto tempo com uma mulher. Mas pensou novamente, de forma mais profunda, e viu que não era tão assustador assim. Esta mulher o inspirava. Estar com ela o fazia se sentir especial. As palavras trocadas, a conversa, a sintonia. Todas as vezes em que estiveram juntos, ir embora significava algo doloroso para ambos, que apenas o faziam por não poderem assumir o seu desejo.”

Continua…

Metade – Oswaldo Montenegro

Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio.

Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.

Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
E que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que penso
Mas a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste
E que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.

Que não seja preciso mais que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é a platéia
A outra metade é a canção.

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.

Pára tudo!

O livre-arbítrio é foda. Deus é o cara, mas acho que ao nos dar a opção de escolher o que julgamos melhor para as nossas vidas, ele cometeu um leve engano… Senhor, perdão por esta heresia de dizer que errastes, mas é só para dar suporte ao que eu vou dizer aqui, tá?! Ah, perdoe também por colocar Deus e f&%$ no mesmo parágrafo.

Retratações feitas, gostaria de perguntar: até que ponto deixamos a RAZÃO balizar as nossas decisões?! No meu ver, temos algumas forças que regem nossas decisões, mas as duas mais poderosas são a RAZÃO e o DESEJO. Claro que, frequentemente, não nessa ordem.

Eu imagino que fosse mais fácil separar assim: para assuntos pessoais, como relacionamentos afetivos, hobbies, passeios, amizades, religião, devêssemos responder ao DESEJO. Ou, para ficar mais abrangente, ao coração. Para todos os outros assuntos: finanças, emprego, compra do carro novo, compra da casa, etc, deveríamos deixar a RAZÃO imperar, falar mais alto. Acho que seria mais fácil.

Claro que no auge da minha essência taurina, sou indeciso por natureza. Porém, na maioria dos casos, quando uma decisão é tomada, eu a mantenho! Na maioria… ou não? Será? Eu tenho certeza de que eu acho que pode ser isso!

é… confuso, eu sei!

Mas acontece que as coisas se bagunçaram! Eu sempre aprendi que emprego bom era o que pagava bem, no dia, e tinha estabilidade! Agora não, vc tem que fazer o que o seu coração manda, mesmo que não pague tão bem. Ponto!

Namoro?! Vc tem que namorar alguém estável, com quem possa construir uma família, uma pessoa estável, que te ajude a agir com racionalidade na educação dos seus filhos, condução da casa, etc. Mesmo que vc não a ame tanto assim.

Perae, cara pálida!!!

Quem foi que chacoalhou o bonde da vida e inverteu tudo?! Pára que eu quero descer!

Sendo assim, resolvi re-organizar tudo! Por favor, não riam quando eu falo de organização! É isso mesmo, vou re-organizar, desorganizando! Inclusive o dicionário.

Daqui prá frente, é assim que funciona (pelo menos prá mim, já que Deus fez o favor de deixar o livre-arbítrio).

Como apaixonado pela vida, RAZÃO agora é apenas alguma coisa que aprendi no curso de contabilidade que serve prá fazer alguma coisa que, com certeza, eu já não lembro mais.

EMOÇÃO, DESEJO, PAIXÃO e CORAÇÃO, tomarão conta das minhas decisões daqui prá frente! Vi num filme uma vez, que é melhor que algo dure 1 mês, a 200km/h, do que durar 10 anos, a 20km/h. Como no post anterior, vida aos dias e não dias à vida!

Esta decisão foi difícil de ser tomada, mas agora, já era…

Elsa & Fred

Assisti um filme interessante: Elsa & Fred. Estava na locadora procurando por uma comédia romântica, e uma amiga me indicou este. Me assustei e, confesso, peguei o filme com um grande receio, mas como a indicação veio de uma fonte confiável, resolvi aceitar!

Quebrei a cara, o filme é encantador! Começa mostrando o cotidiano de uma senhora de 77 (?) anos, viúva (?), que vive sozinha em um apartamento. Ao seu lado se muda um senhor, aparentemente da mesma idade.

Elsa é uma mulher que ama a vida e procura viver com intensidade os últimos anos que se anunciam. Vive buscando conciliar uma doença terminal com este amor pela vida. Enquanto isso, Fred é um hiponcondríaco que ainda amarga a dor da recente perda de sua esposa que falecera 7 meses antes.

O ponto principal do filme é o desenrolar de um namoro de duas pessoas na faixa dos 80 anos, que redescobrem o amor através das coisas simples da vida. O que mais me chamou a atenção é o desejo insuperável que Elsa tem, não por prolongar a sua vida, mas por dar mais valor aos seus dias!

Isso me lembra uma frase, que soa como clichê, mas muito verdadeira: “Não adicione dias à sua vida, adicione vida aos seus dias”. Elsa é a representação perfeita disso. Como a Dani (quem me indicou o filme) mesmo disse, a atriz que deu vida à Elsa é uma das pérolas do cinema argentino. Eu tenho que concordar. China Zorrilla me surpreendeu com as nuances de sua atuação, nos mais simples gestos, nas mais cotidianas das expressões.

Seu jeito infantil e puro de lidar com a maioria das situações conviveu perfeitamente com a malandragem e desapego de outras, típicas de alguém que acredita que seus atos não mais lhe causarão dor, perda ou arrependimento.

Algumas lições saltam da tela sem que você peça: devemos viver a nossa vida sem nos preocupar com o que vai acontecer amanhã. Será que estaremos aqui amanhã? Recebemos um presente a cada manhã. Chama-se Dia. E nessa oportunidade, devemos aproveitar cada um de seus minutos. Aproveitem um dia tranquilo para assistir este filme, pois ele mostra claramente que a vida pode até começar aos 40, como dizem, mas somos nós que determinamos a hora em que ela deve acabar. E isso não tem nada a ver com morrer.

Buenas tardes!

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Elsa e Fred – Um Amor de Paixão (Elsa y Fred). Espanha. 2005. Direção e Roteiro: Marcos Carnevale. Com: China Zorrilla, Manuel Alexandre. Gênero: Drama, Romance. Duração: 108 minutos. Classificação: 12 anos.